Florianópolis
Mais da metade dos casos de deficiência no país são de pessoas com problemas de visão – ao todo 6,5 milhões de brasileiros (3,6% da população) sofre de cegueira, visão baixa ou subnormal. Ao todo, contando pessoas que têm alguma dificuldade permanente de enxergar e usam lentes ou óculos, este volume ultrapassa o total de R$ 35 milhões de brasileiros. A região Sul do Brasil tem a maior proporção de pessoas com deficiência visual do país: 5,4% da população sofre de algum distúrbio da visão.
Para ajudar a população de Santa Catarina sobre as principais doenças que afetam a visão, as melhores formas de precaução e diagnóstico de doenças, além de destacar mitos e verdades relacionadas a estes males e orientar sobre a importância de consultar profissionais médicos, Associação Catarinense de Oftalmologia produziu uma cartilha informativa para ser distribuída em reuniões e palestras de orientação à comunidade, além de servir como apoio ao setor público – Vigilância Sanitária, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Câmaras de Vereadores municipais e demais autoridades de saúde – na disseminação destas informações.
Entre as informações de saúde pública destacadas na cartilha estão sintomas e formas de tratamento de problemas como os chamados erros de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo) e doenças como ceratocone, presbiopia, retinopatia diabética, glaucoma, tracoma, catarata, degeneração macular relacionada à idade (DMRI), entre outras.
A iniciativa é parte do Programa Saúde dos Olhos, que a Associação iniciou no ano passado para conscientizar sobre a importância do Médico Oftalmologista no tratamento a doenças e problemas de visão. O projeto conta com apoio de profissionais e equipes de apoio técnico nas principais regiões de Santa Catarina para levar informações e prestar esclarecimentos de interesse da população e do setor público.
Além de identificar os problemas mais comuns de visão, há diversas doenças que podem ser diagnosticadas por meio de exames oftalmológicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados caso fossem tratados adequadamente.
“A consulta com o Oftalmologista não serve somente para avaliar o grau dos óculos que a pessoa precisa usar. Há uma série de doenças que podem causar problemas na visão se não forem diagnosticadas logo no início”, explica o médico João Artur Etz Jr., presidente da Associação Catarinense de Oftalmologia. O programa prevê também parceria com profissionais médicos e prefeituras de Santa Catarina para realização de consultas populares e atendimento a crianças, adolescentes e adultos.
Uma preocupação é o crescimento dos casos de consultas e receitas sob responsabilidade de profissionais não médicos em todo o Estado. “O Oftalmologista é o único que pode fazer consultas e exames, receitas, colírios, medicação e realizar cirurgia no olho”, assegura o presidente.

